Vejo um vazio. Talvez um vazio não tão vazio assim, mas vazio o suficiente para ser vazio.
Meu segundo erro foi deixar você ficar, e ficar, e ficar e ficar. Ando me perguntando quando será que essa história terá um desvecho e esse aparentemente eterno emaranhado se acabe. Nós nunca terminamos de verdade e acho que é isso que mais me dói. Nunca foi um adeus de verdade, nunca foi um final de verdade porque a gente sempre dizia que ia resolver isso depois. Mas o depois nunca chegou e já se passaram dias e se passaram meses e daqui a pouco serão anos. Você vira e mexe diz por aí que anda sentindo saudades, também disse algumas vezes que se importa mas disfarça. Aí eu fico me perguntando e pergunto aos Céus o que está nos impedindo de sermos felizes. Eu não sei. Mas Deus sabe. Tudo tem seu motivo e sua razão e Deus não mede tempo da mesma maneira que nós. É algo tão invísivel e tão pequinininho, tão fútil, tão infeliz, tão insignificante que chega à ser tão grande, tão importante, e tão significante.
Mas eu não sei, e para ser sincera desisti de procurar a barreira.

Nenhum comentário:
Postar um comentário