26 de setembro de 2011

Barreiras.

Vejo um vazio. Talvez um vazio não tão vazio assim, mas vazio o suficiente para ser vazio.

Eu andava sozinha desde que você se foi e eu simplesmente não posso te culpar por isso. O meu erro foi acreditar e aceitar que você era um membro do meu corpo e que sem você, meus pulmões parariam de respirar. É o que costumam dizer: você não pode impedir que um passarinho pouse na sua cabeça. Mas pode impedir que ele crie ninhos nela.
Meu segundo erro foi deixar você ficar, e ficar, e ficar e ficar. Ando me perguntando quando será que essa história terá um desvecho e esse aparentemente eterno emaranhado se acabe. Nós nunca terminamos de verdade e acho que é isso que mais me dói. Nunca foi um adeus de verdade, nunca foi um final de verdade porque a gente sempre dizia que ia resolver isso depois. Mas o depois nunca chegou e já se passaram dias e se passaram meses e daqui a pouco serão anos. Você vira e mexe diz por aí que anda sentindo saudades, também disse algumas vezes que se importa mas disfarça. Aí eu fico me perguntando e pergunto aos Céus o que está nos impedindo de sermos felizes. Eu não sei. Mas Deus sabe. Tudo tem seu motivo e sua razão e Deus não mede  tempo da mesma maneira que nós. É algo tão invísivel e tão pequinininho, tão fútil, tão infeliz, tão insignificante que chega à ser tão grande, tão importante, e tão significante.

Mas eu não sei, e para ser sincera desisti de procurar a barreira.

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